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Inscrições abertas para o BootCamp Kids - Páscoa Ativa 2021

março 17, 2021

Encontram-se a decorrer, até 22 de março, as Inscrições para o BootCamp Kids – Páscoa Ativa 2021, um programa de férias promovido e organizado pelo CLDS 4G Agir Sempre +,  no âmbito do Eixo II – Intervenção Familiar e Parental, Preventiva da Pobreza Infantil, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos, o Município de Figueiró dos Vinhos e o Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos (AEFV).

O BootCamp Kids, destinado a crianças do 1º CEB que frequentam o AEFV, prevê a ocupação do tempo livre durante as Férias da Páscoa, mais precisamente nos dias 29, 30, 31 de março e 1 de abril.

O programa objetiva, assim, o combate ao isolamento socio-geográfico, o apoio às famílias e a ocupação do tempo livre de forma dinâmica e proveitosa, através de um conjunto de atividades que deem particular importância à relação do participante com o meio físico e natural de forma a capacitar cada criança/jovem a enfrentar os desafios da vida com confiança, desenvolver o pensamento crítico, capacidade de liderança, competências de resolução de problemas, trabalho em equipa, organização, responsabilidade, autoestima, respeito, destreza física e coordenação motora, partilha, cooperação, entreajuda, responsabilidade coletiva, criatividade, imaginação e o respeito pelo próximo. 

 
Os interessados deverão inscrever-se através da Plataforma Informática SIGA, podendo obter mais informações contactando ou dirigindo-se aos locais habituais:
  • Gabinete do CLDS 4G Agir Sempre +
    • Tel: 236 551 127  |  964 968 920
    • Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. 
  • AEFV e Escolas do 1º CEB Arega e Aguda
  • Juntas de Freguesia Aguda e Arega

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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