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Município reforça Rede Wi-Fi da Vila

maio 28, 2021

O Município reforçou o acesso à Rede Wi-Fi na vila, disponibilizando agora, a munícipes e visitantes, uma rede alargada de pontos de acesso à internet, privilegiando as áreas de maior afluxo de pessoas, nomeadamente:

  1. Parque do Vale da Pipa (parque infantil e Bairro São João Baptista)
  2. Zonas envolventes à câmara municipal (frente à CM, Praça Saint Maximin, Jardim de Cima, Igreja e Ramal);
  3. Rua Dr. Manuel Simões Barreiros (zona de acesso às lojas);
  4. Zona envolvente ao Espaço Cidadão, Terminal Rodoviário e Farmácias;
  5. Zona envolvente da Biblioteca (interior e exterior), Bombeiros e Centro de Saúde;
  6. Zona envolvente da Piscina (interior e exterior);
  7. Zona Central do Mercado Municipal
  8. Zona envolvente do Museu e Centro de Artes, Casa da Cultura, Casulo, Tribunal e Creche
  9. Zona envolvente da Segurança Social, Universidade Sénior e Polo de Formação 

A instalação desta rede de pontos de acesso à internet foi financiada a 100 % pela União Europeia, através da iniciativa WiFi4EU, com a atribuição de um voucher para investimento no valor de 15.000 €.

O programa, denominado  Promoção da conectividade à Internet em comunidades locais: WiFi4EU” e promovido pela Agência de Execução para a Inovação e as Redes da Comissão Europeia, visa proporcionar um acesso de qualidade à Internet, por cidadãos e visitantes em toda a UE, através de pontos de acesso Wi-Fi gratuitos em locais públicos, tais como parques, praças, edifícios oficiais, bibliotecas, centros de saúde, entre outros pontos de interesse público.

Figueiró dos Vinhos foi um dos municípios portugueses com candidatura aprovada que, após um necessário processo de escolha e implementação das adequadas infraestruturas preconizadas pela Comissão Europeia, poderá, agora, oferecer a todos os cidadãos, que circulem na vila, a possibilidade de aceder, gratuitamente, à internet através de qualquer dispositivo eletrónico com Wi-Fi.

A implementação da rede de acesso à internet - WIFI4EU veio, deste modo, fortalecer a capacidade da rede Wi-Fi instalada pelo município em finais de 2016.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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