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Figueiró dos Vinhos contemplado com reforço de apoio financeiro de 180.673,32 € em obras de Regeneração Urbana

junho 01, 2021

O Município de Figueiró dos Vinhos foi, recentemente, premiado pela boa execução de duas candidaturas integradas no PARU - PLANO DE AÇÃO DE REGENERAÇÃO URBANA e aprovadas pelo CENTRO 2020. A prestação do Município na implementação destes projetos permitiu receber um reforço de financiamento previsto naquele programa de apoio comunitário.

A execução das intervenções no Jardim Municipal e na zona envolvente ao Estádio Afonso Lacerda (hoje designada Parque do Vale da Pipa), no seu conjunto, representaram um valor de investimento total de 880 804,24 euros e um montante de comparticipação do CENTRO 2020, já obtido, de 653 865,32 euros.

O cumprimento das regras de boa execução física e financeira permitiram ao Município ser contemplado com um prémio de desempenho no valor de 180.673,32 €, através do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

O valor total atribuído, segundo as regras instituídas pelo CENTRO 2020, irá financiar, em 94.848,29 €, a obra “Requalificação da Envolvente ao Parque Desportivo Municipal” (hoje designada Parque do Vale da Pipa), face ao valor não comparticipado, enquanto que o montante excedente, no valor de 85.825,03 €, ficará disponível para a execução de um novo projeto desta natureza, de acordo com o previsto no PARU - PLANO DE AÇÃO DE REGENERAÇÃO URBANA.

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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