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“O Mar começa aqui”

junho 22, 2021

Preservar rios e oceanos foi o mote que juntou alunos das escolas do concelho e o Município na atividade “O Mar Começa Aqui”.

A atividade resulta de um desafio lançado pela ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa) a autarquias e Eco-Escolas de todo o país, visando chamar a atenção da população e alunos de que tudo o que cai no chão, devido ao percurso das águas pluviais, através das sarjetas e sumidouros, acaba por ser devolvido aos cursos naturais de água, lagos, lagoas, baías ou mar. Atualmente, verifica-se que cerca de 80% do lixo marinho chega da terra, sendo exemplo disso beatas, garrafas de plástico, latas, tampinhas e máscaras.

Em Figueiró dos Vinhos, a atividade concretizou-se, no âmbito do projeto Eco-Escolas, a 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos, com a pintura de sarjetas/sumidouros disponibilizadas pela autarquia aos alunos do AEFV (Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos).

Os alunos encararam com entusiasmo a tarefa, a qual foi acompanhada por professores e alguns auxiliares, sendo a sua execução centrada no desenho de Laura Dinis (10.º A). As pinturas poderão ser vistas em três sarjetas distintas: uma no interior da EB1 José Malhoa, pintada pelos alunos do 1.º e 2.º Ciclos; outra no interior da Escola Secundária, pelos alunos do 3º ciclo; e uma terceira na Av. José Malhoa realizada pelos alunos do ensino secundário. Entre as três pinturas foi selecionada uma, por maioria, pelo Conselho Eco-Escolas, que entrará num concurso a nível nacional promovido pela ABAE.

O Município convida toda a população a contemplar o trabalho destes jovens artistas cuja mensagem fala mais alto do que qualquer obra-prima.

 

“O Mar Começa Aqui” - Conheça o projeto em https://omarcomecaaqui.abae.pt/

 

7 Sarjeta do Exterior Av. Jose Malhoa Ensino Secundário 1mb

3 Sarjeta da EBJM 1 e 2 Ciclo 1mb

10 Sarjeta da ESFV 3 Ciclo 1mb

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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