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Filme promocional do Município vence 5 prémios no ART & TUR de 2021

novembro 01, 2021

Primeiro Lugar Nacional em Cultura & Património; Primeiro Lugar Nacional em Aventura & Expedições; Primeiro Lugar Nacional em Conceito; Segundo Lugar Internacional em Cultura & Património; e Segundo Lugar Internacional em Destinos Turísticos: Cidades/Locais, são os cinco prémios arrecadados, este ano, pela última curta-metragem promocional de Figueiró dos Vinhos, “Ermida de São Simão”.

Os óscares do turismo, ART & TUR - International Tourism Film Festival 2021, evento realizado na cidade de Aveiro, entre 26 e 29 de outubro, premiaram, deste modo, a sequela de “Fragas de São Simão”, lançada no ano passado pela mesma equipa cinematográfica, e a qual já ganhara três prémios no mesmo Festival: “Melhor Filme Internacional” (Votação do Público);  Segundo Lugar em Turismo Rural na Competição Internacional e Primeiro Lugar em Ecoturismo na Competição Nacional (escolha do júri ART & TUR - International Tourism Film Festival).

“Ermida de São Simão”, curta-metragem promovida pela Câmara Municipal e inserida na sua estratégia de promoção turística do concelho, foi produzida por Ana Clara Saragoça e realizada por Rafael Almeida, dupla a quem o Município parabeniza por mais um merecido triunfo nesta competição reconhecida internacionalmente, desejando-lhes que muitas mais surjam ao longo do seu percurso cinematográfico.

 

 ART & TUR - International Tourism Film Festival 2021
 ART & TUR - International Tourism Film Festival 2021

 Ermida de São Simão (2021) 
 Fragas de São Simão (2020) 

 

 Art Tur Premiadoscartaz Ermida de São SimãoCartaz Fragas A3 min

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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