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Campanha de Sensibilização Contra a Violência Sexual

fevereiro 07, 2022

cartaz Campanha Violencia Sexual fev 2022A RIIVD (Rede Integrada de Intervenção na Violência Doméstica do Distrito de Leiria), da qual o Município de Figueiró dos Vinhos faz parte, inicia hoje uma Campanha de Sensibilização Contra a Violência Sexual.

Inspirada em experiências internacionais, a Campanha pretende promover a consciencialização e esclarecimento da comunidade para a existência de um sinal gestual de socorro que pode ser utilizado por potenciais vítimas, servindo o mesmo como pedido de ajuda a quem esteja por perto.

A ação de sensibilização surge como uma Campanha de Impacto Distrital, na sequência do trabalho da RIIVD no âmbito do Plano de Ação para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e à Violência Doméstica (PAVMVD) da Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação 2018-2030 “Portugal + Igual”, visando apoiar e proteger, ampliar e consolidar a intervenção, nomeadamente ao nível da Violência de Género e Violência Doméstica e da Violência Sexual e Perseguição.

A Rede Integrada de Intervenção na Violência Doméstica do Distrito de Leiria é um projeto com sede de implementação no distrito de Leiria, reunindo autarquias locais, estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica, forças de segurança, instituições da área da saúde e da justiça.

Resultante de uma candidatura ao POISE através da Associação de Desenvolvimento e Apoio às Mulheres – Mulher Séc. XXI, a RIIVD tem vindo a especializar a intervenção das diferentes instituições que a compõem, procurando promover a qualidade dos serviços através da criação de uma plataforma digital de debate, reflexão e partilha, capacitando os/as Técnicos/as para a intervenção sobre as diversas manifestações da Violência Doméstica, junto de vítimas em situação de especial vulnerabilidade e também a reforçar o trabalho conjunto envolvendo as autarquias locais, territorializando os modelos de intervenção face às suas especificidades, mapeando as competências já existentes e definindo fluxogramas de atuação, otimizando recursos. O seu objetivo maior é que o trabalho em rede, a partilha de problemas e a definição conjunta de soluções ajustadas, envolvendo a comunidade, torne a RIIVD uma mais-valia para todos/as os/as participantes, potenciando estratégias inovadoras na sinalização e intervenção das vítimas de Violência Doméstica.

 

Balcão de Atendimento:

 Largo Rainha Santa Isabel, N.º1 R/C Dto  2410-165, Leiria
 244 821 728 | 964 854 462 | 910 908 368
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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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