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Ação de fogo controlado no concelho

fevereiro 24, 2022

No passado dia 22, entre as 9h30 e as 15h00, realizou-se uma ação de fogo controlado na serra da Lousã, mais precisamente na rede primária pertencente ao Município de Figueiró dos Vinhos, nos limites com os concelhos de Lousã e Miranda do Corvo.

Promovida pelo ICNF, a operação teve o apoio logístico do Município de Figueiró dos Vinhos e respetiva equipa do SMPC – Serviço Municipal de Proteção Civil.

Na execução da queima estiveram envolvidas equipas da Força de Sapadores dos Bombeiros Florestais do ICNF, equipas de Sapadores Florestais de Figueiró dos Vinhos e da Lousã (Aflopinhal), e os Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos que disponibilizaram a equipa com um VTTF (Veículo Tanque Tático Florestal).

A ação de quarta-feira surgiu, igualmente, na sequência de um Projeto de Fogo Controlado da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, elaborado pelo seu Gabinete Técnico Florestal em parceria do ICNF, no cumprimento do PMDFCI (Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios), visando proteger os aglomerados populacionais e prevenir os incêndios.

O projeto, que vai ao encontro da concretização da Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustível (RPFGC), um meio fundamental na estruturação da paisagem rural, na defesa das pessoas e bens e do espaço florestal, contempla a realização de ações de Fogo Controlado, uma ferramenta elementar da Silvicultura Preventiva que consiste no uso do fogo sob condições, normas e procedimentos previamente definidos no Plano de Fogo Controlado.  A prática permite, com menores custos em comparação com as outras técnicas de gestão da vegetação, alcançar diversos objetivos: silvícolas, silvopastoris, cinegéticos e ecológicos, mas sobretudo, funciona como um importante meio de prevenção na ocorrência de incêndios.

 

Ação Fogo Controlado ICNF MFVAção Fogo Controlado ICNF MFV 1Ação Fogo Controlado ICNF MFV 2Ação Fogo Controlado ICNF MFV 6Ação Fogo Controlado ICNF MFV 4Ação Fogo Controlado ICNF MFV 7

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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