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CASULOS | Figueiró dos Vinhos e Caldas da Rainha recebem a apresentação dos projetos finais nos dias 19 e 20 de março

março 15, 2022

“Flor-Boca-Osso”, “Até que nos cresçam as Asas” e Casulos – “Vida” são os espetáculos que encerram o CASULOS

 

Vai decorrer no próximo fim-de-semana, dias 19 e 20 de março, nas Caldas da Rainha, no Museu José Malhoa, e em Figueiró dos Vinhos o encerramento do CASULOS, promovido pela Direção Regional de Cultura do Centro, com a apresentação dos projetos finais dos coletivos artísticos envolvidos: coletivo DEMO, Teatro da Pessoa e Intruso – Associação Cultural.

O ponto de partida, temporal e artístico, deste projeto foi a exposição temporária “Casulos. José Malhoa, Dado e Carolein Smit”, que colocou em diálogo os três mundos, aparentemente inconciliáveis, destes três artistas, no Museu José Malhoa. 

 

Sobre os projetos: 

Intruso apresenta Casulos – “Vidas”, um vídeo coreográfico de cariz comunitário que envolveu as comunidades de imigrantes e retornados de várias nacionalidades, residentes nas Caldas da Rainha e em Figueiró dos Vinhos. Partindo do percurso de vida de José Malhoa, Dado e Carolein Smit, a Associação Cultural expõe neste projeto, de artes performativas, as experiências pessoais dos seus protagonistas. 

coletivo DEMO desenvolveu o seu processo criativo em diferentes fases, ao longo dos últimos meses, através da realização de residências artísticas no seio das comunidades e da realização de ensaios abertos com os utentes da ACAPO-Leiria.

Da vibrante Primavera ao ato sonoro e performativo, esta criação parte da celebração da Natureza presente na obra de José Malhoa, entrecruzando com os rasgos emocionais disruptivos de Carolein Smit até à ansiedade dormente das pinturas de Dado. Flor-Boca-Osso, é composto em 3 atos, resultantes da transformação das obras plásticas em componentes sonoras, coreográficas e textuais.

Por sua vez, fruto de um percurso de encontros em Laboratórios e Residências Teatrais com a participação de crianças e seniores das Caldas da Rainha, o Teatro da Pessoa apresenta o espetáculo “Até que nos cresçam as Asas”. Tendo como ponto de partida a obra de José Malhoa e o naturalismo, a peça conta a história de três irmãs que, após a morte do seu pai, retornam à sua terra Natal com o intuito de resolver as partilhas da família. Num cenário tipicamente português, abraçando cada uma das lembranças e rodeadas do Amor Puro que as viu crescer e sempre protegeu, acabam por partilhar muito mais do que quadros ou louças empoeiradas pela memória de uma circunstância. 

A entrada nos espetáculos é gratuita, mas sujeita à lotação máxima do espaço, pelo que a organização recomenda a reserva do lugar em culturacentro.gov.pt

CASULOS é um programa multidisciplinar, proposto pela Direção Regional de Cultura do Centro, que passa pelos municípios das Caldas da Rainha e de Figueiró dos Vinhos. Este é o resultado de um protocolo de colaboração celebrado entre a Direção Regional de Cultura do Centro e o Instituto Português do Desporto e da Juventude, no âmbito da operacionalização do Orçamento Participativo Jovem Portugal 2018, com vista à execução do projeto vencedor, na área da Inovação Cultural, “Teatro da Pessoa – Partilha e Intervenção Cultural".

 

Saiba mais em: https://www.culturacentro.gov.pt/pt/noticias-e-eventos/casulos-programa

 

PROGRAMA

19 MARÇO DE 2022

  • Figueiró dos Vinhos 
    Flor-Boca-osso - Coletivo DEMO (Dispositivo Experimental, Multidisciplinar e Orgânico)
    16H00  - Casa da Cultura - Clube Figueiroense: Concerto Performativo seguido de conversa com o público (M/6)

  • Caldas da Rainha
    Vida – Intruso - Associação Cultural 
    15H00 - Museu José Malhoa – Caldas da Rainha: Projeção – Conversa (M/6)

    Até que nos Cresçam as Asas - Teatro da Pessoa – Associação Sociocultural
    21H30 – Museu José Malhoa – Caldas da Rainha: Teatro seguido de conversa com o público (M/6)

 

20 MARÇO DE 2022

  • Caldas da Rainha
    Flor-Boca-osso  - Coletivo DEMO (Dispositivo Experimental, Multidisciplinar e Orgânico)
    15H00 –Museu José Malhoa – Caldas da Rainha: Concerto Performativo (M/6)
    19H00  - Museu José Malhoa – Caldas da Rainha: Concerto Performativo (M/6) - Visita tátil e sensorial para cegos após o espetáculo 

  • Figueiró dos Vinhos 
    Vida 
    – Intruso- Associação Cultural
    17H30 - Museu e Centro de Artes Figueiró dos Vinhos: Projeção - Conversa (M/6)

    Até que nos Cresçam as Asas  - Teatro da Pessoa – Associação Sociocultural
    19H00 – Casa da Cultura - Clube Figueiroense - Figueiró dos Vinhos: Teatro seguido de conversa com o público (M/6)

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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