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Figueiró dos Vinhos integra “Projeto S@úde+Perto” promovido pela Fundação de Nossa Senhora da Guia IPSS e aprovado pelo PORTUGAL INOVAÇÃO SOCIAL

abril 08, 2022

Na sequência da solicitação da Fundação de Nossa Senhora da Guia IPSS e avaliado o interesse e importância do projeto "S@aude+Perto", o Município de Figueiró dos Vinhos constitui-se como Investidor Social, associando-se a este relevante projeto na Área da Saúde com benefícios para o concelho de Figueiró dos Vinhos e para a população em geral.

Trata-se de um projeto piloto que decorre durante 9 a 15 meses (com prorrogação), tendo o foco em 500 doentes crónicos de 6 concelhos do ACES PIN (Ansião, Figueiró dos Vinhos, Penela, Alvaiázere, Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra), residindo em família ou a cargo de IPSS´s.

Consiste em telemonitorizar sinais, sintomas e parâmetros de saúde, vertidos e sistematizados numa plataforma central de forma a que os dados e os pacientes sejam acompanhados por profissionais de saúde coordenados a partir do Hospital de Avelar, sendo conferida acessibilidade dos médicos de especialidade do CHUC – Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra e médicos de família, aos dados monitorizados.

O projeto tem como objetivos reforçar o acompanhamento do percurso clínico do doente com mais de 65 anos e situação de multimorbilidade, reduzir a carga de cuidados (polifarmácia e múltiplos contactos com o sistema de saúde), promover uma resposta articulada envolvendo o meio hospitalar, os cuidados de saúde primários e o setor social, melhorar a qualidade de vida do doente através da partilha de decisões baseadas nos tratamentos indicados, prioridades de saúde, estilo de vida e objetivos e aumentar o sentimento de acompanhamento e a autoconfiança dos doentes em relação à sua saúde.

O montante de investimento aprovado é de 355.000 euros, a comparticipação do PORTUGAL INOVAÇÃO SOCIAL - “PARCERIAS PARA O IMPACTO” no montante de 211.157,70 euros e o investimento a cargo dos Investidores Sociais (os municípios dos 6 concelhos do ACES PIN - Ansião, Figueiró dos Vinhos, Penela, Alvaiázere, Pedrogão Grande e Castanheira de Pêra), no valor de 144.000 euros, face à distribuição da população residente que releva também para o n.º de utentes de cada concelho a associar ao projeto.

 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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