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Figueiró dos Vinhos recebe a Fase Intermunicipal da 15.ª edição do Concurso Nacional de Leitura

abril 19, 2022

A Biblioteca Municipal Simões de Almeida (tio) organiza, este ano, a fase intermunicipal da 15.ª edição do Concurso Nacional de Leitura, referente à participação dos dez Municípios da CIMRL - Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.

O concurso, realizado anualmente pelo Plano Nacional de Leitura 2027 com o objetivo de estimular o gosto, os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora entre crianças e jovens, é composto por 3 fases: Fase Escolar/Municipal, que decorreu até 8 de março; Fase Intermunicipal (prova escrita e de palco) realizada durante o mês de abril; e Fase Final que terá lugar em Almada, no dia 4 de junho de 2022.

A Fase Intermunicipal que ocorrerá em Figueiró dos Vinhos, consistirá em duas provas, uma de escrita em suporte digital e outra de leitura. A primeira realiza-se já entre os dias 20 e 21 de abril, com a participação dos 141 alunos do 1.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário, apurados na fase municipal de cada concelho. Aqui serão escolhidos os 20 finalistas para a prova de leitura, também denominada prova de palco, que terá lugar na Casa da Cultura de Figueiró dos Vinhos, a 27 de abril, entre as 13h30m e as 17h30m. Neste dia serão selecionados os oito melhores leitores, dois de cada ciclo de ensino, para participar e representar a CIMRL na Fase Final em Almada.

A prova de palco será apreciada pelo júri convidado para o efeito, constituído por Ana Filomena Amaral, romancista, historiadora, tradutora e autora de 15 livros; Fernando José Rodrigues, escritor, ator, professor, tradutor, formador e fundador do grupo de Teatro de Palavras de Sobra – Gato de Marrazes, Leiria; e Sérgio Godinho, escritor figueiroense, diplomado em Psicologia pela Universidade do Minho e especializado em Recursos Humanos.

Ao júri caberá a difícil tarefa de avaliar as melhores leituras das obras atribuídas a cada ciclo: 1.º Ciclo - “O gatuno e o extraterrestre trombudo”, de Maria João Lopes; 2.º Ciclo - “A bicicleta que tinha bigodes”, de Ondjaki; 3.º Ciclo - “Robot selvagem”, de Peter Brown; Secundário - “A vida no céu”, de José Eduardo Agualusa.

O Concurso Nacional de Leitura é promovido pelo Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL2027) em parceria com Rede de Bibliotecas Escolares (RBE); Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB); Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP); Direção-Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DGAE/DSEEPE) e Rádio Televisão Portuguesa (RTP). 

 Mais informações sobre o Concurso Nacional de Leitura em https://pnl2027.gov.pt/np4/CNL2022.html

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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