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FLORESTGAL assina protocolos para Operações Integradas de Gestão da Paisagem em Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra

julho 29, 2022

No âmbito da constituição e execução das AIGPS´s - Áreas Integradas de Gestão da Paisagem, decorreu hoje em Figueiró dos Vinhos a assinatura de Protocolos de Colaboração para a execução destas operações entre a FLORESTGAL – Empresa de Gestão e Desenvolvimento Florestal, S.A. e os Municípios de Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra e Pedrógão Grande.

A cerimónia protocolar foi presidida por Sua Ex.ª o Sr. Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, que “apadrinhou” a assinatura dos protocolos, subscritos entre Rui Gonçalves, Presidente do Conselho de Administração da FLORESTGAL S.A. e os presidentes de Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio e Pedrógão Grande, António Lopes.

A sessão contou, igualmente, com representantes da Direcção-geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural; da Direcção-geral do Território; do BUPI; das Comunidades Intermunicipais das Regiões de  Leiria e de Coimbra; da GNR de Figueiró dos Vinhos e da sua Unidade de Emergência de Proteção e Socorro; bem como o Presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra; o Presidente da Junta da União de Freguesias de Figueiró dos Vinhos e Bairradas; o Presidente da Junta de Freguesia de Aguda; e, ainda, proprietários florestais dos concelhos mencionados.

O acordo, agora assinado, consagra a FLORESTGAL S.A. enquanto entidade gestora da AIGP de Aguda (Figueiró dos Vinhos), Travessa (Pampilhosa da Serra) e Ribeira de Mega (Pedrógão Grande) como entidade que vai desenvolver, para cada, a OIGP – Orientações Integradas de Gestão da Paisagem, no âmbito do Programa de Transformação da Paisagem.

As Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) visam uma abordagem territorial integrada para dar resposta à necessidade de ordenamento e gestão da paisagem e de aumento de área florestal, gerida a uma escala que promova a resiliência aos incêndios, a valorização do capital natural e a promoção da economia rural, através de Operações Integradas de Gestão da Paisagem (OIGP) a executar num modelo de gestão agrupada da responsabilidade de uma entidade gestora e suportada por um programa multifundos de longo prazo que disponibiliza apoios ao investimento inicial, às ações de manutenção e gestão ao longo do tempo e à remuneração dos serviços dos ecossistemas.

 

Barra de financiamento AIGP Florestgal

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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