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Figueiró dos Vinhos tem novos 14 Condomínios de Aldeia aprovados pelo PRR – Fundo Ambiental

novembro 17, 2022

O concelho de Figueiró dos Vinhos viu aprovadas, recentemente, mais seis operações do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência - “ Condomínio de Aldeia: Programa Integrado de Apoio às Aldeias Localizadas em Territórios de Floresta”.

A aprovação surgiu no seguimento da apresentação das candidaturas do Município de Figueiró dos Vinhos; da Junta de Freguesia de Figueiró dos Vinhos e Bairradas; da Junta de Freguesia de Aguda; da Junta de Freguesia de Arega; da Junta de Freguesia de Campelo; e da Comissão de Compartes dos Baldios de Alge e Lugares Anexos.

Os projetos referem-se a 14 aldeias de todo o concelho, abrangendo, assim, Vale do Rio, Salgueiro, Chavelho, Várzea Redonda, Moninhos Fundeiros, Ribeira de Alge e Saonda, Milhariça, Vale do Prado, Caboucos, Vale Vicente, Poisia, Ponte Fundeira/Eiras e Campelo/Campelinho. A seleção destas aldeias obedeceu ao cumprimento de critérios técnicos aprovados pelo Fundo Ambiental e representam um volume de investimento elegível de cerca de 482 mil euros, integralmente financiado pelo PRR através do Fundo Ambiental.

A aprovação final destes investimentos permite, deste modo, executar um conjunto de intervenções de operação de corte de madeira, rechega e tratamento de sobrantes, destruição de cepos com preparação do terreno e controlo de vegetação espontânea, limpeza moto-manual de matos, controlo de espécies invasoras, desbaste pontual de espécies ribeirinhas na margem da linha de água, plantação de castanheiros, oliveiras medronheiros, entre outros.

O programa “Condomínio de Aldeia” apresenta-se como um programa de proteção, contra incêndios, aos aglomerados localizados na interface urbano-florestal, através de ações de gestão, ordenamento e reconversão florestal para outros usos, quer para a defesa contra incêndios rurais, quer para a proteção de pessoas e bens.

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Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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