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Natal da Fantasia 2022

novembro 25, 2022

A época de todas as renovações e de exaltação à família está de volta!

De 17 a 30 de dezembro, Figueiró dos Vinhos comemora o Natal com um programa recheado de espírito natalício para todas as idades. Música, Teatro, Animação Infantil, Casa do Pai Natal e Tenda da Fantasia são as propostas para pequenos e graúdos reviverem a magia e o brilho desta época e reacenderem sonhos para 2023.

O programa inicia dia 17 de Dezembro, pelas 10h30, com o momento tão aguardado pelas crianças: a chegada do Pai Natal, que abrirá as portas da sua Casa e da Tenda da Fantasia até dia 30 de dezembro e onde não faltarão divertidas atividades para os mais novos: oficinas, jogos, contos e muitas mais…

Mas, o dia não se esgota aqui… A música vai fazer-se ouvir logo nessa tarde de dia 17, pelas 18h00, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, com o Concerto do Coro São João Baptista de Figueiró dos Vinhos, ao qual se juntará o Choral Polyphonico João Rodrigues de Deus da Sociedade Filarmónica Penelense.

A música continuará numa simbiose encantada para os mais pequenos, no dia 18 de dezembro, pelas 15h30 na Casa da Cultura, com o Teatro Musical Infantil “A Fórmula Mágica” protagonizado pela Companhia ADN de Palco. Uma aventura de amizade, esperança e renovação do espírito natalício que nos levará a ajudar Cindy, a pequena protagonista da história, a desvendar o mistério da Estrela de Natal cujo brilho desapareceu e nunca mais voltou!

E porque Natal é sinónimo de ajudar, os alunos do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos convidam todos a visitar e comprar no Mercadinho de Natal na Tenda da Fantasia, que irão realizar, no dia 22 de dezembro.

O Natal da Fantasia volta, assim, de 17 a 30 dezembro convidando todos a embarcar nesta viagem de renovação de sonhos e esperanças para o novo ano de 2023.

PROGRAMA NATAL FANTASIA 2022

Cartaz Natal Fantasia 2022

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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