Aviso à População: Precipitação, Vento e Agitação Marítima

maio 08, 2026

1 - SITUAÇÃO:

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, salienta-se para os próximos dias:

  • 08 MAIO e 09 MAIO
    • Períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada, em especialna região sul.
    • Vento do quadrante sul, soprando até 45km/h na faixa costeira ocidental e nas terras altas, do Centro e Sul, com rajadas de 65km/h (08 MAIO), que deverão aumentar (09 MAIO) até 75-80km/h,sendo até 90km/h na Serra da Estrela.
  • 10 MAIO E 11 MAIO
    • Aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada, em especial no litoral Norte e Centro. Provável queda de neve na Serra da Estrela (Torre) até ao início da manhã (<5cm deacumulação).
    • Vento do quadrante sul, soprando até 40km/h, no litoral e nas terras altas, com rajadas até60km/h e 70km/h, respetivamente.
    • Agitação marítima de SW com ondas até 3,5 metros (09 MAIO), rodando gradualmente para NW na costa ocidental (10 MAIO).

 

 

2 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

Estes episódios de precipitação e agitação marítima são suscetíveis de originar:

  • Arrastamento de Estruturas, objetos soltos e desprendimento de estruturas móveis deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar danos eminfraestruturas, acidentes com veículos e pessoas em circulação na via pública;
  • Possíveis acidentes na orla costeira, devido à agitação marítima;
  • Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente não se verifica;
  • Piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à eventual formação delençóis de água;
  • Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  • Inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiênciaou obstrução dos sistemas de drenagem;
  • Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água;
  • Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas,entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo.

 

 

3 - MEDIDAS PREVENTIVAS:

A ANEPC recomenda à população e aos Serviços Municipais de Proteção Civil a tomadadas necessárias medidas de precaução e especial atenção, às possíveis consequências:

  • Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais:
    • As quantidades de lixo depositado nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais, a obstrução originada por detritos vegetais juntamente com outros materiais inertes depositados ao longo das valetas das vias de comunicação, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento;
    • Estas situações são geralmente responsáveis pelo arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais inadequados (sarjetas, sumidouros, valetas) originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar cortes de vias de comunicação oumesmo inundações nos pisos mais baixos de edifícios;
    • Recomenda-se a limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas. A verificação da funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana é, por isso, essencial;
    • Garantir a retirada de equipamentos, viaturas e outros bens das zonas normalmente e historicamente inundáveis;
    • Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, ou varandas e a limpeza de sarjetas, algerozes e caleiras dos telhados de habitações.

  • Cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios:
    • O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir, significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias. Outros condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal (como consequência de áreas ardidas) assim como a diminuição da capacidade de vazão das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são fatores associados às inundações por cheias;
    • Neste contexto, recomenda-se a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
      • Neste contexto, recomenda-se a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
      • Retirar das zonas confinantes das linhas de água, normalmente inundáveis, animais, equipamentos agrícolas e industriais, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
      • Desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento e ainda a limpeza de linhas de água assoreadas;
      • Limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água;
      • Evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso, localizados nas proximidades das linhas de água;
      • Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas, de atividades agrícolas e florestai, localizadas nas margens das linhas de água;
      • Verificação (e eventual reparação) de eventuais situações de desmoronamentos dasmargens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;
      • Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;
      • Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias decomunicação, pontes/pontões, etc.).

  • Instabilidade de taludes ou movimentos de massa motivados pela infiltração de água:
    • A precipitação pode aumentar a instabilidade de solos e rochas em vertentes. O aumento dainstabilidade dessas vertentes, em especial junto de aglomerados populacionais, viasrodoviárias e ferroviárias, deve ser observado como medida preventiva de acidentes causados por movimentos de massa (deslizamentos, desabamentos e outros);
    • As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são as seguintes:
      • Em taludes rochosos em que pode haver desmoronamento ou tombamento de blocosde rocha, deve observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, proteção de filtros, furos de alívio de pressão de água, etc.) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, etc.);
      • Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações (abertura defendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.
    • Sempre que as observações feitas suscitem dúvidas, devem ser comunicadas ao Serviço Municipal de Proteção Civil respetivo, de forma a serem desencadeadas formas de medição de parâmetros e de monitorização dos fenómenos de instabilidade.

  • Recomenda-se ainda:
    • A adoção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água e formação de gelo nas vias rodoviárias;
    • A fixação de andaimes, placards e estruturas provisórias ou soltas;
    • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atentopara a possibilidade de queda de ramos e árvores;
    • Evitar a circulação e permanência junto da orla costeira considerando a forte agitação marítima;
    • Não estacionar em zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas;
    • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 


A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à atenção de todos os responsáveis para a observância das situações acima descritas, adotando edivulgando as medidas preventivas divulgadas, com vista à mitigação dos riscos descritos epor forma a salvaguardar a proteção dos cidadãos e dos seus bens.

 Previsões meteorológicas em www.ipma.pt 

 

 

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