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COVID-19: Grupo de Jovens Voluntários apoia quem mais necessita

março 18, 2020

Face à situação em que o país se encontra devido à propagação do novo Coronavírus – COVID-19 e após as recomendações feitas pela DGS, informa-se toda a população que existe, em Figueiró dos Vinhos, um Grupo de Jovens Voluntários que presta apoio à população do concelho, nomeadamente:

  • Ajuda à população do grupo de risco (incluindo jovens com mais de 60 anos)
  • Ajuda à população isolada e sem forma de fazer compras de bens essenciais (alimentos, bens domésticos e farmácia)

t shirt voluntáriosAs pessoas que necessitarem deste tipo de apoio, poderão ligar para os contactos disponibilizados, fazer o seu pedido e no prazo de 24horas o mesmo será entregue em sua casa, mantendo sempre as medidas de higiene e as distâncias de segurança. 

Os pedidos devem ser feitos com um dia de antecedência e pagos aquando da entrega dos produtos, mediante apresentação de fatura por parte do voluntário.

Os voluntários irão utilizar uma t-shirt identificativa (imagem ao lado), e NÃO irão entrar dentro da habitação, aquando da entrega de encomendas (o grupo avisará atempadamente quando irá proceder à entrega da encomenda).


Para mais informações ou para fazer o seu pedido, contacte
um dos seguintes números, consoante a sua área de residência:

  • Aguda e arredores - 917 707 359 (Bruno Martins)
  • Arega e arredores - 916 109 921 (David Gouveia)
  • Aldeia de Ana de Aviz e arredores - 910 882 731 (Daniel Ferreira)
  • Bairradas e Arredores - 919 490 395 (Catarina Fernandes)
  • Campelo e arredores - 918 562 175 (João Graça)
  • Figueiró dos Vinhos e arredores - 913 407 439 (Frederico Rodrigues) ou 918 562 175 (João Graça)


 

Fábrica de fundição de ferro localizada na margem da Ribeira de Alge, que explorava para o seu funcionamento, o combustível existente nas matas existentes na proximidade. O seu primeiro alvará terá sido concedido em 1655. Esta fábrica foi encerrada de 1759 a 1761, tendo sido feitos esforços para a sua reabertura já no início do século XIX, em cumprimento da carta régia de 18 de maio de 1801. Contudo, estes esforços foram abandonados aquando das invasões francesas. As infraestruturas ainda foram usadas para o fabrico de armas pelo exército Miguelista a utilizar no cerco do Porto.

As Reais Ferrarias da Foz do Alge surgiram como recuperação das desactivadas Ferrarias de Tomar e Figueiró, mandadas encerrar entre 1759 e 1761.
Por Carta Régia de 18 de Maio de 1801, dirigida ao Bispo de Coimbra, Conde de Arganil e Reitor da Universidade de Coimbra, o então Príncipe Regente D. João, considerava "(...) a grande necessidade, e utilidade que ha de crear-se hum estabelecimento Público (...) que tenha a seu cargo dirigir as Casas de Moeda, Minas e Bosques (...)", para o desenvolvimento daqueles ramos da indústria, fundamentais para a Real Fazenda e para o bem estar da sociedade.

Considerando que José Bonifácio de Andrade e Silva, Professor de Metalurgia na Universidade de Coimbra, nas viagens científicas pela Europa que fizera a mando da Rainha D. Maria I, tinha adquirido vastos conhecimentos e experiência nas áreas das Ciências e da Indústria metalúrgica, bem como da Administração Pública, reunindo condições para o cargo, nomeava-o Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, ficando "(...) encarregado de dirigir, e administrar as Minas, e Fundições de Ferro de Figueiró dos Vinhos; e de propor [ao Príncipe Regente] todas as providencias, e regulamentos que [julgasse] necessarios para pôr em acção, o valor produtivo das mesmas Ferrarias. (...)".

José Bonifácio de Andrade e Silva deveria organizar e consolidar o ensino da cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra durante seis anos, findos os quais deveria ocupar-se unicamente da Intendência Geral das Minas e Metais, ocupando-se particularmente das Ferrarias de Figueiró dos Vinhos, localizadas junto da Foz de Alge, bem como da abertura das minas de carvão de pedra.

No ano seguinte foi iniciada a reconstrução dos edifícios e foi contratado pessoal para os trabalhos. Entre 1807 e 1809 José Bonifácio de Andrade e Silva suspendeu as suas funções, devido às Invasões Francesas, tendo-se alistado no Corpo Voluntário Académico. Há, no entanto, registos de documentação durante esse período. A Fundição recuperou, depois o seu funcionamento normal, tendo atingido um bom nível técnico, de acordo com um relatório de 1837 do Barão de Eschwege, então Intendente Geral das Minas e Metais (segundo um estudo de António Arala Pinto, in "Indústria Portuguesa", 1947, referido no "Dicionário de História de Portugal").

As minas e a fundição estiveram em laboração até ao princípio do século XX.

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